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Teste em Animais

SERÁ QUE É MESMO PRECISO ?

Esta é uma questão delicada... Vamos refletir um pouco sobre o assunto, ouvindo as partes envolvidas, ou seja, as empresas, os consumidores e os bichos (bom... a gente já imagina qual seja a opinião deles...).


Todos os anos, milhares de novos cosméticos, produtos de limpeza e de higiene pessoal são lançados no mercado. Potencialmente, muitos deles foram testados em animais em vários estágios do seu desenvolvimento. Antes de aparecerem nas estantes do seu supermercado, esses produtos passam por um longo e complexo processo de experiência que deixam milhões de animais em estado lastimável (sem falar no grande número de animais mortos) em testes ultrapassados e desnecessários.


Os fabricantes alegam que os testes garantem a segurança de seus produtos utilizados em circunstâncias normais ou em caso de algum acidente, como a ingestão dos mesmos. O verdadeiro interesse, no entanto, é limitar a responsabilidade da companhia perante um possível caso de ação judicial movida por um consumidor.


E mais! Produtos comprovadamente tóxicos que foram testados em animais são regularmente introduzidos no mercado. Não importa a quantidade de testes aplicados em animais, isso não altera o fato de que muitos desses produtos são danosos se ingeridos ou se utilizados inadequadamente. Além disso, muitos desses produtos não fornecem informações sobre os tratamentos efetivos em casos de danos de saúde. Eles se limitam a indicar a toxidade e é só. As indústrias lançam produtos com florzinhas e ursinhos no rótulo, desinfetantes com cheirinho de tutti-frutti, mas não colocam nenhum aviso em lugar de destaque nesse mesmo rótulo avisando sobre o grau de toxidade do produto. Algo precisa mudar, urgentemente.


Deixamos claro que somos terminantemente contra o uso de animais no desenvolvimento de novos cosméticos, produtos de limpeza e todo tipo de produtos que não sejam primordiais ao homem, porém sabemos que os cientistas ainda precisam realizar testes em animais para o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos contra doenças incuráveis. Na verdade, gostaríamos que nenhum animal fosse utilizado pra esse fim, mas no momento, ainda não podemos exigir isso. Mas podemos (e devemos) exigir que o número de animais seja reduzido gradativamente, e que esses testes obedeçam à legislação em vigor, que exige ética no trato com a vida. Sabemos, porém, que tempo, dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos.

Estudos clínicos, pesquisas in vitro, autópsias, acompanhamento da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados, peles artificiais e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos. Importante salientar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação do público sobre perigos para a saúde e como preservá-la, diminuindo assim a incidência de doenças simples que requerem tratamento. Experimentação Animal, na grande maioria dos casos, não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos.

Não deixem de visitar o site da APASFA (www.apasfa.org) e o site da AILA (www.aila.org.br). Muitas informações deste texto vieram de lá. São sites ótimos, muito completos.

 

Paola Ramazzotti
paola@digital-go.com.br
Coordenadora Projeto Druids at Work


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