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Definições
sobre Druidismo
O druidismo é a tradição
espiritual nativa das Ilhas Britânicas. Desenvolvendo-se
por milênios desde os primeiros povos estabelecidos
ali após a Era Glacial, era uma religião
mágica pagã e hoje ela é, além
disso, uma religião baseada na relação
sagrada entre o indivíduo e os espíritos
da Natureza, a paisagem e os ancestrais. Sua ética
é baseada na honra – respeito profundo
– pela vida em si, suas práticas são
baseadas na busca de sabedoria por meio de uma relação
inspirada de espírito para espírito, e
na expressão da verdade através de uma
vida vivida de forma plena e sagrada, com consciência
criativa.
A awen é a energia da inspiração
divina, o fluxo do espírito, a essência
da vida em movimento. Ela é o fino poder da relação
sagrada, o poder que transborda através do corpo
e da alma quando espíritos se tocam, quando a
vida é reconhecida, quando a experiência
de um momento é compartilhada, quando a energia
divina é trocada. Awen é o foco da profunda
busca interna, é aquilo que todos procuramos
enquanto tropeçamos pela vida, aquilo que nos
traz sabedoria, clareza, liberdade, êxtase, alegria
de estar vivo, simplesmente estar, uma presença
tranqüila. É fogo na mente, frenesi poético,
desejo de respirar, propósito completo em perfeita
serenidade.
O símbolo da awen foi inventado
pelo gênio e, ao mesmo tempo, “charlatão”
da história do druidismo do século 19,
Iolo Morganwg, como uma expressão do poder da
awen, a essência do druidismo. Mais comumente
desenhado com 3 círculos com 3 linhas embaixo,
ele pode ser entendido como o Sol em 3 pontos: dos equinócios
(o círculo do meio), do solstício de inverno
(círculo à esquerda) e do solstício
de verão (círculo à direita), e
os 3 raios (linhas) são entendidos como os dons
do Sol: os raios de luz, de calor, de inspiração,
indicando um simbolismo de conhecimento, de guia, de
sabedoria. Os círculos podem também ser
entendidos como as 3 gotas de inspiração
da lenda galesa de Cerridwen.
Existem muitas formas de druidismo
hoje e a expressão desse caminho é tão
diversa quanto o número de indivíduos
que o praticam. Mas existem alguns princípios
bastante amplos que sustentam os fios juntos em um laço
comum, permitindo que as energias e as espiritualidades
individuais se misturem e se associem para criar o que
é reconhecido por muitos como druidismo. Esses
princípios falam sobre o respeito pelos outros
e pelo meio ambiente, sobre autoconhecimento e sobre
reverenciar nossos deuses, quem quer que sejam eles,
sejam quais sejam os nomes pelo quais os conhecemos.
Druidismo é a conexão de espírito
para espírito, com cada um de nós e com
todos os seres vivos.
Os druidas reverenciam a Natureza e
as mudanças de ciclo do ano, suas celebrações
refletem isso. Seja celebrando em grupos (conhecidos
como groves ou nemetons) ou individualmente, eles irão
honrar essa relação tão mutável
por meio do ciclo do ano. Esse ciclo – também
conhecido como “roda do ano” – consiste
em 8 festivais: Samhain (31/10), solstício de
inverno, Imbolc (2/2), equinócio de primavera,
Beltane (1/5), solstício de verão, Lammas/Lughnasadh
(1/8) e equinócio de outono. De todos eles, o
solstício de verão é o mais conhecido
pelo público em geral, por sua relação
com as celebrações em Stonehenge. Entretanto,
devido ao enorme número de pessoas que freqüentam
esse monumento ancestral na exata data do solstício,
vários grupos druídicos optam por celebrar
em outro dia, o mais próximo possível
da data. Além disso, alguns grupos celebram as
mudanças de ciclos da Lua também, com
rituais de lua cheia e lua nova. Assim como celebram
os ciclos das estações, muitos druidas
estão envolvidos com trabalho ambientalista e
com a proteção de nosso planeta.
Emma Restall Orr
(tradução: Andréa Éire)
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