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As Oito Cerimônias
Anuais Druídicas
No coração da prática
espiritual druídica reside a celebração
de 8 momentos especiais do ano (datas sagradas):
os Soltícios e Equinócios e os Quatro
Festivais Celtas.
Diferentemente de outras práticas
pagãs, o Druidismo carrega em seus ritos algumas
idéias e sentimentos específicos. É
importante então entendermos os valores e propostas
que preenchem as seguintes funções, quando
o rito é realizado com boa intenção
:
1. Ajuda a mudar o nível
de consciência e cria uma condição
particular onde podemos encontrar fonte de sabedoria
e força.
2. Ajuda-nos a ficarmos conscientes
de nossa natureza sagrada no tempo e espaço em
que vivemos, nos dando a oportunidade de adquirirmos
conhecimentos e celebrarmos plenamente cada momento
de nossas vidas e do mundo que nos cerca.
3. Cria um tempo e espaço
que se torna 'especial', de onde podemos irradiar forças
que beneficiam a nós e aos outros, como por exemplo
energias de cura.
4. A ritualística cria uma
nova maneira de nos expressarmos profundamente entre
nós mesmos e entre outras realidades, seres e
forças. Isso pode acontecer se praticarmos os
ritos em grupos, sozinhos ou mesmo com amigos praticando
ao redor do mundo, criando uma interconectividade. Durante
um ritual, nosso espaço sagrado torna-se um microcosmo
do Universo.
As vezes nós dizemos a nós
mesmos que não temos tempo para rituais, mesmo
que alguns rituais druídicos possam durar no
máximo uma hora, incluindo a preparação.
Se você não se sente à vontade para
praticar rituais, tente somente uma visualização,
que muitas vezes pode ser mais efetiva do que o trabalho
fisico.
Talvez alguns de nós já
tenhamos experienciado rituais - talvez através
da pratica da Wicca ou outros caminhos. Nos rituais
druídicos você encontrará muitas
similaridades, e também diferenças, então
talvez a melhor maneira de se aproximar dos rituais
druídicos seja com uma mente de 'Iniciante'.
Cada componente do cerimonial druídico
tem uma proposta e um significado (veja neste site
em "Passo a Passo do Ritual Druídico).
Ou seja, sempre tem um início, meio e fim: a
abertura, o rito e o fechamento. A abertura e encerramento
dos ritos serão sempre os mesmos. O rito é
pertinente a cada festival em particular.
Quando relizar um rito, tenha em mente
que criatividade e bem-estar são de grande importância
neste momento. Portanto, adaptações podem
e DEVEM ser feitas. Por exemplo, um script de ritual
em local aberto pode facilmente ser modificado para
ser realizado dentro de casa (afinal ninguém
vai querer acender uma fogueira no meio da sala de casa,
uma vela basta).
Crianças e pessoas de outras
crenças são perfeitamente bem-vindas nos
ritos abertos. Apenas os pais que optarem por levar
as crianças devem estar cientes de que deverão
cuidar delas e isso pode significar que não conseguirão
se concentrar no rito de forma profunda. Já quem
é de outra religião, certamente encontrará
na cerimônia druídica mais semelhanças
do que discrepâncias em relação
às cerimônias de sua religião. Isso
porque o rito druídico é, antes de tudo,
uma celebração à vida e à
inspiração, elementos que podem ser encontrados
em praticamente todas sas cerimônias religiosas.
Os oito festivais:
Os quatro Albans
(Solstícios e Equinócios) marcam eventos
astronômicos, então é magicalmente
importante que você realize a cerimônia
o mais próximo possível do exato momento.
Porém, muitos grupos realizam o rito no
dia conveniente mais próximo da data, principalmente
se a intenção não é mágica,
mas apenas de celebração.
Os quatro Festivais do
Fogo (que estão a meio caminho
entre os Solstícios e Equinócios),
referem-se às festividades celtas, relacionadas
à uma ou mais deidades e também a um momento
particular do ano relacionado à estação
e ao calendário agricultural celta. O momento
a se realizar esses ritos é muito mais `solto'
e o mesmo pode ser celebrado várias vezes. Algumas
pessoas costumam realizar uma cerimônia solitária
no dia exato e em outra dia dividir uma cerimônia
com seu Grove/Nemeton (grupo druídico) ou Grupo
Semente (grupo de estudos druídicos). Alguns
celebram ritos fechados entre os sacerdotes do Grove
e depois ritos abertos com o Grupo Semente e convidados.
Os nomes dos Albans vêm do Irlandês,
onde Alban significa `Luz de'. Então temos:
Alban Arthan - Luz do Urso (inverno); Alban Eilir -
Luz da Regeneração/Primavera; Alban Hefin
- Luz do Verão; Alban Elfed - Luz do Outono.
Os nomes dos Festivais do Fogo vêm
do gaélico e sua grafia pode variar: Oilmec ou
Imbolc; Beltane ou Belteinne; Samhain ou Samhuinn e
Lughnasadh.
Como o Druidismo agora é praticado
no mundo todo, é recomendado que as cerimônias
sejam adaptadas para sua localidade e Hemisfério.
Lembre-se que os festivais são também
eventos artísticos e sociais. Aproveite a oportunidade
para criar uma atmosfera que contenha música,
poesia e dança.
(adaptado do livro "The Book of
Druidry - Ross Nichols", tradução
de Aline Martins)
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