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Awen
As brumas se abrem novamente... ouço o cântico
dos pássaros nas
florestas como outrora;
As Dríades saúdam a chegada de mais um
novo ciclo.
As estrelas emitem uma luz singular e contínua...
Os pássaros gorjeiam a sinfonia de novos tempos...
Os Deuses em conclave oculto tomam nova decisão;
tecem novas veredas
para a andarilha noturna.
A nudez não mais,
Nem a vergonha do abandono.
Lágrimas não mais....
Não importam as cicatrizes das batalhas, mas
a honra de se ter
lutado, mesmo que sangrando.
Esse é o espírito grandioso e invencível,
a Alma de Tudo. Está acima
de todas as verdades. É a inspiração
dos bardos, os passos do
guerreiro aprendiz, a iluminação que toca
com suavidade e doçura a
mão das parteiras na concepção
sagrada entre vilarejos.
Conduz a palavra do Sacerdote e a sentença do
Juiz.
O orgulho de pertencer à uma tribo de honra e
valor, que subsiste
aos ataques dos inimigos com ousadia e sabedoria, entre
as brumas
dos portais que só uns poucos têm resguardado
acesso.
A certeza de que em cada aurora, o orvalho molha nossos
campos,
trazendo frescor e renovação às
nossas terras.
E em cada roda, a colheita é farta e próspera,
graças às bênçãos
de
nossos Deuses.
Assim, hoje e sempre, mais uma vez entre outras vezes,
está o selo
que nos certifica de quem somos e o que trazemos em
nosso sangue, em
nossa memória... em nossas almas imortais.
Janaína Borges de Oliveira
ladydrull@yahoo.com.br
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